Para 2013: adoção de mim mesma

Apesar de gostar de dias e datas que marcam o fim ou início de ciclos, a exemplo do primeiro dia do mês, aniversário, segunda-feira (tá, mentira!), eu nunca fui de fazer resoluções para o ano novo. Quer dizer, durante a longíqua era em que fui adolescente até cheguei a fazer. Mas como sempre era tomada por uma preguiça eterna pouco tempo após o dia 1° de janeiro, resolvi abolir o ritual.

Mas esse ano é diferente. Rá!

Eu não vou literalmente fazer uma lista porque realmente não precisa, já que as idéias estão muito claras na minha cabeça. Aliás, cristalinas. Santa nitidez! Esse conjunto de intenções (observe que o negócio tá tão sério que até a linguagem lembra planejamento estratégico de firma) está submetido a um pensamento central que rege o todo. Pensamento esse que partilho aqui no blog porque tem tudo a ver com a temática desse espaço

Eu resolvi me adotar.

Ridículo; brega; cafona; podre; trecho de livro de auto-ajuda; cala boca, Camila; não acredito que você falou isso…

Concordo com tudo. Mas é verdade. Desculpaê!

Ah não! Que horror, nunca mais volto nesse blog, por que o fim do ano só deixa as pessoas piegas e sem freio para falar as piores idiotices, por que o mundo não acabou…?

Continuo concordando. Mas é isso mesmo.

Eu resolvi me adotar. Ser minha mãe.

Me amar como amo Nina (gente, plano de ano novo tem de ser megalomaníaco), cuidar de mim como cuido de Nina, aparar as minhas arestas como tento aparar as de Nina, ser condescendente com as minhas limitações como sou com as de Nina, ser firme ao tentar corrigir certos erros meus como sou ao fazer o mesmo com Nina e por aí vai.

O bom do amor materno é que ele não precisa vir da mãe. Senão ser filho de uma louca, ter sido abandonado (em vários níveis) ou ser órfão seria uma condenação à infelicidade para todo o sempre. E por mais dura que seja para o indivíduo a repercussão de uma relação complicada com sua mãe, todas as histórias lindas e fortes de superação desse caos que testemunhei – ou me contaram – me fazem achar que o amor materno é uma energia, que, de tão leve, flutua por toda a parte, esperando para ser capturada por quem se sentir no direito de tomá-la pela mão. E, sendo amor de mãe, é abundante. Nunca faltará para quem tiver necessidade.

E que fique claro, mesmo gente que é filho de uma super mãe ou que não é mãe pode usufruir dessa energia! Porque o amor materno, aqui traduzido como “cuidar de si como se cuidaria de um filho” é um estado de espírito, uma necessidade que se impõe mais ou menos a depender da história de cada um, um desejo profundo de se colocar no colo e seguir em segurança.

Feliz 2013!

2 comentários em “Para 2013: adoção de mim mesma”

  1. Carol Ribeiro Disse:
    31 de dezembro de 2012 às 16:00

    Amei!

  2. Mariana Zanotto Disse:
    5 de março de 2013 às 15:12

    Também amei! faz mais ou menos um ano que “me adotei”, e a vida ficou melhor – pra todo mundo – aqui em casa… \o/
    beijo!

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