10 coisas que descobri na gravidez

  1. Mulheres grávidas se olham. E muito. Pra tentar adivinhar de quantas semanas está a outra? Pra saber se sua barriga é normal? Pra pegar dicas de como a outra consegue se vestir sem parecer um botijão em combustão? Sabe-se lá por quê! O fato é que elas se olham. Talvez isso aconteça porque exista um magnetismo entre os bebês morando nos ventres desconhecidos, que se traduz num encontro de olhares das mães. Vai saber…
  2. Os homens também olham. E MEXEM com as grávidas. As cantadas são menos… é… diretas, mas elas existem. Daí que rola um sentimento meio bipolar de “me respeita que eu sou mãe de família” ou “oba! Vem que tem Tô gatinha”.
  3. Sua gravidez passará a ser o assunto preferido das pessoas. Sim, A SUA gravidez estará na BOCA DO POVO e não há nada que você possa fazer pra impedir isso. As pessoas vão falar se sua barriga ficar grande ou pequena, se seus pés incharem ou não, se seu nariz crescer ou não, se seu quadril aumentar ou não, se você ganhar muito ou pouco peso, se seu rosto manchar ou não, se seu cabelo ficar mais brilhoso ou não, se sua barriga ficar pontuda ou não, se você quiser saber o sexo do bebê o quanto antes ou preferir ser surpreendida na hora do parto, se você optar por uma cesariana com o médico da moda ou se quiser ter seu filho na água entoando mantras…
  4. Mas não para por aí. As pessoas se ocupam também do seu pós-parto. Elas vão falar se você quiser contratar uma babá, se você preferir inscrever seu filho numa creche, se você optar por largar seu trabalho, se você resolver colocar o berço do seu filho no seu quarto, se você decidir contar com a ajuda das avós ou não, se você quiser/não quiser/não puder amamentar seja por um período que faz sentido pra você ou pra Organização Mundial da Saúde, se você ler muitos livros sobre gravidez e maternidade ou não ler nenhum, se você, se você, se você… E tudo isso, minha cara, sem você sequer ter feito uma mísera pergunta ou pedido alguma sugestão. Qualquer pessoa pode se sentir à vontade para lhe dizer como se comportar na gravidez ou o que fazer da sua relação com seu filho. Ou seja, ter intimidade com a grávida não é um critério pra despejar opiniões. Elas simplesmente vêm, as pessoas e suas opiniões.
  5. Muita gente quer tocar na sua barriga. Muita!
  6. Não ache que só porque você está com um ser humano inteirinho hospedado na sua barriga, comprimindo seus pulmões, inchando suas pernas e espremendo sua bexiga que as pessoas vão se levantar pra você sentar em ônibus e metrôs. Mesmo se você morar num dito país civilizado  como o Canadá. Você e seu barrigão vão entrar nos ditos cujos e as pessoas vão continuar lendo seus livros ou jogando Angry Birds nos gadgets da empresa do finado Steve Jobs. Daí ou você se segura firme pra não cair e segue, em silêncio, rogando praga em cada uma daquelas pessoas que não te cedeu um assento ou faz um escândalo e reivindica seus direitos. Ou chora. Vai de cada uma.
  7. Algumas pessoas acham que você não tem outro assunto na vida e só te abordam pra falar da gravidez. É bem verdade que aquele serzinho crescendo no seu bucho te toma de uma maneira inquestionável, mas você ainda é capaz de emitir uma opinião sensata sobre as últimas decisões do G-20 ou discorrer por horas sobre a fofoca que leu num site imbecil sobre aquele ator claramente gay que insiste em fazer truque saindo com mulheres.
  8. As últimas semanas da gravidez, aquelas decisivas depois da 37a, em que seu bebê já pode nascer sem ser considerado prematuro, costumam durar muito mais do que os dois trimestres anteriores juntos. É isso mesmo! O que faz com que sua gravidez leve, na verdade, uns dois anos. As tais 40 semanas são uma lenda contada por parteiras e obstetras que só querem enganar as mulheres. Existe um pacto silencioso entre profissionais e mães, mas eu tenho um compromisso com a verdade, então, ó: vai por mim, é pegadinha!
  9. Uma gravidez não é feita só de gente que mete o bedelho na sua vida, que finge que você não existe no transporte público ou que mente pra você. Se você tiver sorte como eu, esses episódios serão minoria. Nesse período especial da sua vida, muita gente também vai te deixar feliz lembrando de você sempre que vir um vídeo fofo (ou louco) de bebê; telefonando/mandando e-mail/SMS/recadinho no Facebook pra saber como você tá, ou melhor, como vocês estão; comprando/doando/emprestando coisas pro seu filho; compartilhando textos e experiências pessoais sobre gestação e maternidade, sempre respeitando o seu ponto de vista (mesmo que vocês discordem completamente); te enchendo de carinho, seja com palavras ou gestos; não deixando você lavar nem um copinho nas festinhas com os amigos; mostrando ansiedade autêntica pela chegada do seu bebê;  e por aí vai.
  10. Uma experiência tão complexa quanto a gravidez pode te ajudar a separar o joio do trigo. Fora, mas principalmente dentro de você. Aproveite!

6 comentários em “10 coisas que descobri na gravidez”

  1. Vanessa Gaspari Disse:
    19 de dezembro de 2011 às 16:29

    Muito bom, Mila! Ajudou um bocado para mim, quero engravidar ano que vem. Ah, Grazy disse para mim que, no começo, quando se virava de lado na cama, parecia que tinha uma bolha cheia de água dentro dela…rs! Aconteceu contigo?
    Vaneska tem um blog apaixonante, agora você com esse lindo, lindo…
    Cheiro, querida! Amor, Saúde, Prosperidade e Paz para vocês!

  2. Vanessa Disse:
    19 de dezembro de 2011 às 17:04

    Essa coisa de todo mundo colocar a mão na minha barriga, me incomodave um pouco. Uma vez uma amiga querida minha escreveu uma coisa que achei perfeito: ” Não sou uma grávida cor de rosa, daquelas que onde chega deixa todo mundo gestar junto a sua cria e aí conversa, sorri, conta os acontecimentos, convida os outros para o seu útero. As pessoas gostam disso, de fazer do útero uma panela onde todo mundo mete a mão! Eu tento ser sociável e, pelo menos, servir porções pequenas do meu útero de vez em quando, mas é um esforço pra mim e um exercício.
    Eu acho que eu sou uma grávida lilás, cor da espiritualidade, cor que nem todo mundo entende. E estou gestando dentro, nas entranhas junto com o Sagrado, com o esposo e mais uns poucos que me conhecem.
    Meu útero não é panela, é um cálice onde o óvulo-hóstia e o sêmen-vinho se encontraram para conceber um SER que depois será servido à todos! Por enquanto, nos deixe celebrar a sós!”
    Beijinhos, querida. Vou estar sempre por aqui.

  3. DJ Disse:
    19 de dezembro de 2011 às 19:40

    E do parto em diante
    Cê vai modificar o teu modo de vida
    Naquele instante que ela nasceu
    Já nasceu teu amor
    Agora não vai mais dormir
    E vai se cansar
    Cansar de esperar
    E pra começar,
    Cê só vai gostar
    De quem gostar da tua Nina

  4. Vaneska Disse:
    20 de dezembro de 2011 às 18:32

    Amei o comentário de DJ….

  5. Keiko Disse:
    30 de dezembro de 2011 às 02:12

    Não tinha lido esse!

    E não é, Miguxa?
    É por isso (items 3, 4, 7) que um dos meus conselhos favoritos naqueles jogos de cha de bebes de dar conselhos é: “conselhos, bedelhos, palplites não solicitados são inevitaveis, esteja pronta a escutar, filtrar e ignorar a maioria deles e seguir o seu coração! ” :-)

    Agora… quer um conselho? kkkk , brincandinho…

    keiko, a que tenta não ser palpiteira (mas nem sempre consegue, porque isso tambem vem com a maternidade, eu acho…)

  6. Aline Disse:
    4 de janeiro de 2012 às 05:44

    Vc sabe que eu gostava dos mimos e dos conselhos? O melhor para mim foi de algo não relacionado ao bebê e sim a vida à dois: Sua vida de casal vai mudar e muito, mas depois volta ao normal. Só um conselho, não seja tão exigente com o pai. :)

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